Há um conto Taoísta sobre um velho fazendeiro que trabalhou em seu campo por muitos anos. Um dia seu cavalo fugiu. Ao saber da notícia, seus vizinhos vieram visitá-lo.
“Que má sorte!” eles disseram solidariamente.
“Talvez,” o fazendeiro calmamente replicou. Na manhã seguinte o cavalo retornou, trazendo com ele três outros cavalos selvagens.
“Que maravilhoso!” os vizinhos exclamaram.
“Talvez,” replicou o velho homem. No dia seguinte, seu filho tentou domar um dos cavalos, foi derrubado e quebrou a perna. Os vizinhos novamente vieram para oferecer sua simpatia pela má fortuna.
“Que pena,” disseram.
“Talvez,” respondeu o fazendeiro. No próximo dia, oficiais militares vieram à vila para convocar todos os jovens ao serviço obrigatório no exército, que iria entrar em guerra. Vendo que o filho do velho homem estava com a perna quebrada, eles o dispensaram. Os vizinhos congratularam o fazendeiro pela forma com que as coisas tinham se virado a seu favor.
O velho olhou-os, e com um leve sorriso disse suavemente:
“Talvez.”
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O Fazedor de Chuva (1)
Houve uma terrível seca, na parte da China.
Depois das pessoas ter tentado em vão os meios conhecidos para obter a chuva, decidiram mandar buscar um fazedor de chuva.
O homem veio numa carroça coberta, um pequeno velho ressequido, que fungava com uma repugnância evidente quando saiu da carroça e que pediu que o deixassem sozinho numa pequena cabana em frente da aldeia; mesmo as suas refeições deviam ser deixadas no exterior diante da porta.
Não se ouviu falar mais dele durante três dias, pois, não somente choveu, mas houve uma grande caída de neve, o que nunca se tinha visto nesta época do ano.
Muito impressionados, os camponeses procuraram o fazedor e chuva na cabana e perguntaram-lhe como podia ter feito chuva e mesmo neve.
O fazedor respondeu: "Eu não fiz a neve; não sou responsável por isso".
Então insistiram: "Havia uma terrível seca até à sua vinda e depois, passados três dias, houve grande quantidade de neve."
O fazedor de chuva respondeu: "Oh! Isso eu posso explicar. Veja, eu venho dum lugar onde as pessoas estão em ordem; estão em Tao; então o tempo também está em ordem. Mas chegando aqui, vi que as pessoas não estavam em ordem e também me contaminaram. Por esse motivo fiquei sozinho até estar de novo em Tao, e então, naturalmente, nevou."
Depois das pessoas ter tentado em vão os meios conhecidos para obter a chuva, decidiram mandar buscar um fazedor de chuva.
O homem veio numa carroça coberta, um pequeno velho ressequido, que fungava com uma repugnância evidente quando saiu da carroça e que pediu que o deixassem sozinho numa pequena cabana em frente da aldeia; mesmo as suas refeições deviam ser deixadas no exterior diante da porta.
Não se ouviu falar mais dele durante três dias, pois, não somente choveu, mas houve uma grande caída de neve, o que nunca se tinha visto nesta época do ano.
Muito impressionados, os camponeses procuraram o fazedor e chuva na cabana e perguntaram-lhe como podia ter feito chuva e mesmo neve.
O fazedor respondeu: "Eu não fiz a neve; não sou responsável por isso".
Então insistiram: "Havia uma terrível seca até à sua vinda e depois, passados três dias, houve grande quantidade de neve."
O fazedor de chuva respondeu: "Oh! Isso eu posso explicar. Veja, eu venho dum lugar onde as pessoas estão em ordem; estão em Tao; então o tempo também está em ordem. Mas chegando aqui, vi que as pessoas não estavam em ordem e também me contaminaram. Por esse motivo fiquei sozinho até estar de novo em Tao, e então, naturalmente, nevou."
O Sonho
Certa vez o mestre taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta, voando alegremente aqui e ali. No sonho ele não tinha mais a mínima consciência de sua individualidade como pessoa. Ele era realmente uma borboleta. Repentinamente, ele acordou e descobriu-se deitado ali, um pessoa novamente.
Mas então ele pensou para si mesmo:
"Fui antes um homem que sonhava ser uma borboleta, ou sou agora uma borboleta que sonha em ser um homem?"
Mas então ele pensou para si mesmo:
"Fui antes um homem que sonhava ser uma borboleta, ou sou agora uma borboleta que sonha em ser um homem?"
O Fazedor de Chuva (2)
"Era uma vez uma vila, onde certo ano não choveu durante meses seguidos. Os habitantes assustados com as consequências que a seca traria para as suas colheitas, caso continuasse, decidiram procurar o auxílio de um sábio de uma aldeia vizinha onde a chuva não tinha cessado.
O sábio viajou até à aldeia e as pessoas logo o observaram, esperando toda a espécie de artifícios e fazeres misteriosos que produzissem algum milagre. Mas ele nada, simplesmente pediu que o deixassem ficar sozinho numa casa afastada da aldeia, o suficiente para poder estar à vontade sem ser perturbado.
Concederam-lhe imediatamente o seu pedido. E durante alguns dias ninguém teve sinais do sábio. Então certo dia começou a chover, e as pessoas saíram para as ruas felizes e contentes. As suas colheitas estavam salvas! Também o sábio apareceu, e perguntaram-lhe o que fizera, ao que ele respondeu: Nada. Muito espantados os aldeões replicaram: como assim? Alguma coisa terá feito para produzir chuva com tanta abundância. Ao que o sábio respondeu: simplesmente descansei e recuperei do cansaço da viagem e então meditei por alguns dias. Foi o Tao que se encarregou de trazer a harmonia da minha para a vossa aldeia.”
O sábio viajou até à aldeia e as pessoas logo o observaram, esperando toda a espécie de artifícios e fazeres misteriosos que produzissem algum milagre. Mas ele nada, simplesmente pediu que o deixassem ficar sozinho numa casa afastada da aldeia, o suficiente para poder estar à vontade sem ser perturbado.
Concederam-lhe imediatamente o seu pedido. E durante alguns dias ninguém teve sinais do sábio. Então certo dia começou a chover, e as pessoas saíram para as ruas felizes e contentes. As suas colheitas estavam salvas! Também o sábio apareceu, e perguntaram-lhe o que fizera, ao que ele respondeu: Nada. Muito espantados os aldeões replicaram: como assim? Alguma coisa terá feito para produzir chuva com tanta abundância. Ao que o sábio respondeu: simplesmente descansei e recuperei do cansaço da viagem e então meditei por alguns dias. Foi o Tao que se encarregou de trazer a harmonia da minha para a vossa aldeia.”
Chuang Tzu e a Felicidade
Hui Tzu caminhava com Chuang Tzu pela beira do rio, e Chuang comentou: “veja como os peixes estão alegres no riacho!”
“Um momento”, disse Hui Tzu. “Já que você não é um peixe, como sabe que eles estão alegres?”
“E já que você não é eu, como sabe que eu não sei que os peixes estão alegres?”, disse Chuang Tzu.
Hui contra-atacou: “se eu, não sendo você, não posso saber o que você sabe, imagine você, que não é peixe, saber o que eles sabem!”
“Deixemos de discussões inúteis”, replicou Chuang Tzu. “Voltemos a pergunta original: como eu sei que os peixes são felizes?”
“Exato”, disse Hui.
“Porque me fazem feliz”, concluiu Chuang. “A felicidade contagia”.
“Um momento”, disse Hui Tzu. “Já que você não é um peixe, como sabe que eles estão alegres?”
“E já que você não é eu, como sabe que eu não sei que os peixes estão alegres?”, disse Chuang Tzu.
Hui contra-atacou: “se eu, não sendo você, não posso saber o que você sabe, imagine você, que não é peixe, saber o que eles sabem!”
“Deixemos de discussões inúteis”, replicou Chuang Tzu. “Voltemos a pergunta original: como eu sei que os peixes são felizes?”
“Exato”, disse Hui.
“Porque me fazem feliz”, concluiu Chuang. “A felicidade contagia”.
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